Número de mortos em terremotos na Venezuela chega a 4.490
Os terremotos na Venezuela continuam provocando uma grave crise humanitária. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano neste domingo, o número de mortos subiu para 4.490, enquanto 16.740 pessoas permanecem feridas em consequência dos fortes tremores registrados em 24 de junho.
Além das vítimas fatais e dos feridos, mais de 19.500 pessoas seguem abrigadas em acampamentos provisórios montados pelas autoridades para atender famílias que perderam suas casas ou precisaram deixar áreas consideradas de risco.
As equipes de emergência permanecem mobilizadas para prestar assistência médica, distribuir alimentos e ampliar as operações de busca e resgate nas regiões mais atingidas.
Caracas e La Guaira concentram os maiores impactos
Os abalos sísmicos atingiram diferentes regiões do país. Entretanto, os maiores danos foram registrados em Caracas e, principalmente, no estado de La Guaira, onde diversos imóveis foram destruídos ou sofreram danos estruturais.
Em várias localidades, estádios, praças e espaços públicos foram transformados em centros de acolhimento para receber milhares de desabrigados.
Enquanto isso, voluntários venezuelanos e equipes internacionais atuam em hospitais de campanha e unidades médicas improvisadas para atender os sobreviventes. Além do atendimento de saúde, organizações humanitárias distribuem água, alimentos e itens de primeira necessidade às famílias afetadas.
Buscas por desaparecidos continuam
Apesar da atualização do número de mortos, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, não informou um balanço oficial sobre os desaparecidos.
Segundo estimativas citadas por organismos internacionais, o número de pessoas cujo paradeiro ainda é desconhecido pode chegar a 50 mil.
Rodríguez informou que 315 vítimas fatais ainda aguardavam identificação, representando cerca de 7% do total de mortos contabilizados até o momento.
Governo afirma que operações de resgate serão mantidas
Durante pronunciamento, Jorge Rodríguez afirmou que o governo venezuelano não pretende encerrar as operações de busca.
A declaração foi feita em resposta à preocupação de familiares de desaparecidos, que temem a remoção de escombros antes da localização de possíveis sobreviventes ou da recuperação dos corpos.
As autoridades informaram que os trabalhos continuarão com o apoio das equipes de resgate e da Defesa Civil, seguindo protocolos técnicos para garantir a segurança dos profissionais envolvidos e preservar evidências nas áreas atingidas.
Situação humanitária exige apoio contínuo
Especialistas avaliam que o país enfrentará um longo processo de recuperação. Além da reconstrução da infraestrutura, será necessário ampliar o atendimento às famílias desabrigadas, reforçar os serviços de saúde e garantir assistência social às comunidades afetadas.
Organizações humanitárias seguem monitorando a situação e destacam a importância da cooperação internacional para acelerar o atendimento às vítimas e reduzir os impactos sociais e econômicos provocados pelos terremotos.
Enquanto as buscas continuam, milhares de venezuelanos permanecem vivendo em abrigos temporários e aguardam informações sobre parentes desaparecidos, em um dos episódios mais graves registrados recentemente no país.
Fonte: Jovem Pan