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Boa Vista - RR, 29 de maio de 2026 as 14:19

Bioeconomia em Roraima ganha destaque como estratégia para desenvolvimento sustentável no ERPA Norte 2026

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Sebrae defende valorização dos produtos amazônicos e fortalecimento dos negócios verdes

A bioeconomia em Roraima foi um dos principais temas debatidos durante o painel “Negócios Verdes e Turismo: Desenvolvimento Sustentável como Estratégia para o Norte”, realizado na quarta-feira (27), durante o ERPA Norte 2026. O encontro reuniu representantes do empreendedorismo, da gestão ambiental e do setor produtivo para discutir alternativas capazes de transformar as riquezas naturais da Amazônia em oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável.

Participaram do debate o diretor-superintendente do Sebrae Roraima, Emerson Baú, a gestora ambiental e fundadora da Roraima Adventures, Lena Matos, e o administrador Nirval Queiroz.

Segundo os participantes, o fortalecimento da economia verde passa pela valorização dos recursos regionais, agregação de valor aos produtos amazônicos e ampliação das oportunidades para pequenos negócios.


Bioeconomia em Roraima pode ampliar geração de renda

Durante sua participação, Emerson Baú destacou que a bioeconomia em Roraima representa uma das principais oportunidades para impulsionar o desenvolvimento sustentável do estado.

Segundo ele, é necessário fortalecer as cadeias produtivas locais para evitar que produtos amazônicos sejam comercializados sem identificação da origem roraimense.

Baú citou como exemplo a castanha produzida em Roraima, que muitas vezes passa por outros estados e até países antes de chegar ao mercado internacional.

“Nossa castanha sai de Roraima, vai para Manaus, depois para o Acre e segue para a Bolívia. Lá, ela é exportada para o mundo como produto boliviano. Nós não podemos deixar isso acontecer”, afirmou.

De acordo com o superintendente do Sebrae, o desenvolvimento da bioeconomia depende da criação de agroindústrias, canais de comercialização e mecanismos que conectem produtores tradicionais aos mercados consumidores.


Agregação de valor é desafio para os produtos amazônicos

Outro ponto destacado durante o painel foi a necessidade de agregar valor aos produtos da floresta.

Segundo Emerson Baú, o mercado internacional tem demonstrado interesse crescente por produtos amazônicos processados, especialmente aqueles que apresentam maior valor agregado.

“O grande desafio da Amazônia é agregar valor. Hoje, já temos demanda internacional não apenas pela polpa dos produtos amazônicos, mas também pelo conteúdo liofilizado, que possui maior valor agregado”, destacou.

Além disso, ele ressaltou a importância de oferecer oportunidades para que jovens permaneçam nas comunidades tradicionais, contribuindo para a preservação ambiental e para o fortalecimento da economia local.


Turismo sustentável fortalece identidade regional

A empresária Lena Matos destacou que o turismo sustentável também desempenha papel estratégico para o crescimento econômico da região.

Segundo ela, ainda existe desconhecimento sobre Roraima em outras partes do país, o que exige investimentos em posicionamento de mercado e valorização da identidade regional.

“Quando falamos de Roraima, muita gente ainda confunde com Amazonas. Precisamos fortalecer nossa imagem, agregar valor e mostrar o potencial que temos”, afirmou.

A gestora ambiental destacou ainda que o turismo de experiência e os roteiros sustentáveis podem gerar renda ao mesmo tempo em que preservam o patrimônio ambiental e cultural das comunidades amazônicas.


Sustentabilidade deixou de ser diferencial e virou exigência

Para o administrador Nirval Queiroz, a sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência do mercado moderno.

Durante o painel, ele ressaltou que empresas e profissionais precisam acompanhar as transformações tecnológicas e econômicas para permanecerem competitivos.

“O mundo está mudando em uma velocidade muito grande. Quem trabalha com gestão precisa continuar estudando, acompanhando tendências e entendendo os novos cenários”, afirmou.

O debate integrou a programação do ERPA Norte 2026 e reforçou a importância dos negócios verdes como ferramenta para geração de emprego, renda e preservação ambiental na Amazônia.

Fonte: SEBRAE/Roraima