Vacinas após os 60 ajudam a prevenir doenças graves e garantir envelhecimento saudável
Durante muitos anos, a vacinação foi associada principalmente à infância. No entanto, especialistas reforçam que manter a caderneta atualizada na terceira idade é fundamental para preservar a saúde, evitar complicações e garantir mais qualidade de vida.
Segundo a geriatra Dra. Julianne Pessequillo, o envelhecimento provoca mudanças naturais no sistema imunológico, tornando o organismo mais vulnerável a vírus, bactérias e outras infecções. Esse processo é conhecido como imunossenescência.
🩺 Por que idosos ficam mais vulneráveis
Com o avanço da idade, as células de defesa passam a responder de forma mais lenta e menos eficiente. Isso aumenta o risco de doenças infecciosas evoluírem para quadros graves.
Infecções respiratórias, por exemplo, podem desencadear complicações severas, internações prolongadas e perda de autonomia funcional em pessoas acima dos 60 anos.
Além disso, idosos costumam apresentar recuperação mais lenta e sintomas menos evidentes, o que pode atrasar diagnósticos e tratamentos.
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Vacinas recomendadas após os 60 anos
Especialistas destacam que as vacinas continuam eficazes mesmo durante o envelhecimento, ajudando a reduzir hospitalizações, agravamentos e mortes.
✅ Influenza (gripe)
Recomendada anualmente para prevenir complicações respiratórias e agravamento de doenças crônicas.
✅ Pneumocócica
Ajuda a prevenir pneumonia, meningite e infecções causadas pela bactéria pneumococo.
✅ dT ou dTpa
Protege contra difteria, tétano e coqueluche, com reforço a cada 10 anos.
✅ COVID-19
As doses de reforço continuam fundamentais para reduzir internações e mortalidade.
✅ Herpes-zóster
Importante para evitar complicações dolorosas causadas pelo “cobreiro”.
✅ Hepatite B
Indicada para pessoas não vacinadas, especialmente idosos que realizam procedimentos médicos frequentes.
Baixa cobertura vacinal preocupa especialistas
Mesmo com vacinas gratuitas disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a cobertura vacinal entre idosos ainda está abaixo das metas do Ministério da Saúde.
Entre os fatores que dificultam a adesão estão:
- desinformação;
- fake news;
- dificuldade de locomoção;
- falta de orientação;
- medo de efeitos colaterais;
- horários reduzidos nas unidades de saúde.
Mitos como “vacina enfraquece a imunidade” ou “idoso não precisa mais se vacinar” não possuem respaldo científico.
Vacinação ajuda a preservar autonomia
A vacinação vai além da prevenção de doenças. Segundo especialistas, ela também contribui para:
- manter independência funcional;
- reduzir risco de internações;
- evitar sequelas;
- melhorar qualidade de vida;
- aumentar segurança na terceira idade.
Atualizar a caderneta vacinal é considerado um cuidado simples, rápido e essencial para um envelhecimento saudável.
Fonte: Jovem Pan