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Boa Vista - RR, 10 de maio de 2026 as 08:48

OMS monitora passageiros de cruzeiro após surto de hantavírus

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OMS considera passageiros de cruzeiro com hantavírus como contatos de alto risco

A Organização Mundial da Saúde informou neste sábado (9) que todos os passageiros e tripulantes do navio MV Hondius devem ser considerados contatos de alto risco após o registro de um surto de hantavírus em cruzeiro internacional.

Segundo a entidade, as pessoas que estavam a bordo precisarão passar por monitoramento ativo durante 42 dias após o desembarque.


OMS recomenda vigilância de passageiros e tripulantes

A orientação foi anunciada por Maria Van Kerkhove durante uma transmissão nas redes sociais.

De acordo com a especialista, todos os ocupantes do cruzeiro devem permanecer sob observação devido ao risco potencial de transmissão.

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Ela afirmou que passageiros e tripulantes precisam ser acompanhados ativamente durante o período considerado crítico para incubação da doença.

Cruzeiro saiu da Argentina e segue monitorado

O navio MV Hondius pertence à empresa holandesa Oceanwide Expeditions.

A embarcação partiu de Ushuaia no dia 1º de abril e passou a ser alvo de investigação internacional após o registro de mortes relacionadas ao vírus.

Segundo informações divulgadas, pelo menos três mortes associadas ao surto de hantavírus em cruzeiro já foram confirmadas.


Risco para população geral continua baixo

Apesar da preocupação envolvendo os passageiros, a OMS afirmou que o risco de disseminação para a população em geral permanece baixo.

A organização também destacou que não há indicativos de um cenário semelhante ao da pandemia de Covid-19.

Além disso, autoridades monitoram a chegada do navio às Ilhas Canárias, prevista para este domingo.


O que é o hantavírus?

Segundo o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda causada por vírus da família Hantaviridae.

No Brasil, a doença costuma se manifestar principalmente como:

  • Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH)
  • complicações respiratórias graves
  • alterações cardiovasculares
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Os reservatórios naturais do vírus são roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, saliva e fezes.

Transmissão ocorre principalmente por contato com excretas

A forma mais comum de transmissão ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes em ambientes fechados.

O contato pode acontecer por:

  • aerossóis contaminados
  • ferimentos na pele
  • contato com mucosas
  • mordidas de roedores

Segundo especialistas, ambientes fechados e mal ventilados aumentam o risco de exposição ao vírus.


Transmissão entre humanos é considerada rara

Embora incomum, a transmissão entre pessoas já foi registrada em alguns países da América do Sul.

Casos anteriores ocorreram principalmente na:

  • Argentina
  • Chile

Esses episódios foram associados à variante Andes do hantavírus, considerada uma das formas mais graves da doença.


Autoridades seguem investigando origem do surto

Especialistas internacionais continuam analisando como ocorreu o surto de hantavírus em cruzeiro.

A principal hipótese envolve transmissão inicial ligada a um passageiro contaminado antes do embarque.

Além disso, autoridades investigam possíveis condições que facilitaram a disseminação dentro da embarcação.


Sintomas exigem atenção imediata

Os sintomas iniciais da hantavirose podem se confundir com doenças respiratórias comuns.

Entre os sinais mais frequentes estão:

  • febre
  • dores musculares
  • fadiga
  • dor de cabeça
  • dificuldade respiratória

Em casos graves, o quadro pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.

Por isso, especialistas recomendam atenção médica imediata diante de sintomas após exposição de risco.


OMS reforça vigilância internacional

A OMS informou que continuará acompanhando os desdobramentos do caso junto às autoridades sanitárias internacionais.

Além disso, o monitoramento busca evitar novos casos e identificar rapidamente possíveis infecções entre passageiros e tripulantes após o desembarque.

O episódio aumentou o alerta mundial sobre doenças zoonóticas e protocolos sanitários em viagens internacionais.

Fonte: Jovem Pan