A Sesau (Secretaria de Saúde), em parceria com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, iniciou nesta quarta-feira, 29, a Oficina de Qualificação para a Implementação do Implante Subdérmico na Atenção Primária à Saúde.
A iniciativa integra o segundo ciclo de formação voltado aos municípios com até 50 mil habitantes, com o objetivo de ampliar a oferta de métodos contraceptivos de longa duração no SUS (Sistema Único de Saúde) e reduzir desigualdades no acesso à saúde sexual e reprodutiva.
“Hoje estamos em uma parceria com o Ministério da Saúde para fazer o acolhimento e a capacitação dos profissionais enfermeiros e médicos de todo o Estado de Roraima. Estamos com todos os municípios, os Leste e Yanomami, além dos hospitais como a Maternidade Nossa Senhora de Nazareth e o Hospital Santo Antônio também. A ideia do Implanon é justamente fazer com que diminua a quantidade de gestações não desejáveis, essa mulher vai ter a oportunidade de se planejar se ela quer engravidar ou não”, afirmou o secretário adjunto da Saúde, Manoel Roque.
A oficina também reuniu profissionais da saúde prisional, de instituições de ensino superior e do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde). A proposta é formar facilitadores que irão conduzir a estratégia de implementação do método ao longo de 2026.
“A primeira oficina ocorreu no ano passado, focando nos profissionais da capital e agora nós temos a presença de profissionais de todos os municípios do Estado. O objetivo e para ampliar o acesso aos contraceptivos de longa duração, é uma estratégia importante para a saúde sexual e reprodutiva no nosso Estado”, ressaltou a gerente de Saúde da Mulher, Lilian Souza.
A superintendente do Ministério da Saúde em Roraima, Andrea Maia, enfatizou que a qualificação dos profissionais é fundamental para garantir segurança na oferta do método.
“É só através disso, dessa autonomia que a mulher tem sobre o seu corpo, que ela pode de verdade se sentir segura. E quando ela encontra esse profissional qualificado na Unidade Básica de Saúde, que pode orientá-la no melhor método contraceptivo”, pontuou.
Para o médico da saúde da família e comunidade no Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) Leste, Lucas Viana, a iniciativa representa um avanço na democratização do acesso.
“Eu sinto que essa capacitação vai ser muito importante para poder operacionalizar a equidade no território e levar os direitos reprodutivos e os direitos sexuais no nosso contexto da saúde indígena para mais pessoas. E que poderemos planejar nossas ações para transformar isso numa potência que vai de fato permitir que as mulheres tenham acesso a esse recurso que é tão seguro, tão importante e que vai ajudar bastante essa população que às vezes é vulnerabilizada em todos os sentidos, especialmente quando falamos das mulheres”, comentou o médico.
Após a etapa teórica, os enfermeiros participantes deverão concluir o processo de habilitação com a realização de três inserções supervisionadas do implante subdérmico. A organização dessa fase será feita em pactuação entre Estado e municípios.
Fonte e imagens: GOVERNO DE RORAIMA POR SECOM-RR– Leia a matéria completa aqui