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Boa Vista - RR, 18 de abril de 2026 as 03:37

Cadastro de condenados por violência contra mulher avança

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Cadastro violência contra mulher Brasil avança no Senado

O projeto que cria o cadastro violência contra mulher Brasil avançou no Senado Federal e agora segue para votação no plenário. A proposta prevê a criação de um banco de dados nacional com informações de pessoas condenadas definitivamente por crimes de violência contra a mulher.

A medida foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tramita com urgência, indicando prioridade na pauta legislativa.

Como funcionará o cadastro nacional

O cadastro reunirá dados de infratores condenados com trânsito em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso. As informações serão compartilhadas entre órgãos de segurança pública da União e dos estados, sob gestão federal.

O sistema manterá sigilo absoluto das vítimas, garantindo proteção e privacidade, enquanto organiza dados relevantes sobre os agressores.

Objetivo é melhorar políticas públicas

Segundo a relatora Professora Dorinha Seabra, o cadastro violência contra mulher Brasil tem como principal objetivo melhorar a atuação das autoridades.

Atualmente, as informações sobre condenados estão dispersas, dificultando ações de prevenção e fiscalização. Com o novo sistema, será possível:

  • Fortalecer medidas protetivas
  • Melhorar o acompanhamento de condenados
  • Ampliar a eficiência na execução penal
  • Apoiar políticas públicas de segurança

Quais crimes estarão no cadastro

O cadastro violência contra mulher Brasil incluirá pessoas condenadas por diversos crimes, entre eles:

  • Feminicídio
  • Estupro (inclusive de vulnerável)
  • Assédio e importunação sexual
  • Lesão corporal
  • Perseguição (stalking)
  • Violência psicológica
  • Violação sexual mediante fraude
  • Registro não autorizado de intimidade sexual

Esses crimes refletem diferentes formas de violência e ampliam o alcance da medida.

Quais dados serão registrados

O banco de dados conterá informações detalhadas dos condenados, como:

  • Nome completo
  • Documentos pessoais
  • Fotografia
  • Impressões digitais
  • Endereço

Esses dados permitirão maior controle e monitoramento por parte das autoridades.

Prazo de permanência no sistema

As informações permanecerão no cadastro até o fim do cumprimento da pena. Em casos de penas menores, o prazo mínimo será de três anos.

Essa medida busca equilibrar a necessidade de controle com os direitos legais dos condenados.

Integração com sistemas existentes

O novo cadastro se somará a iniciativas já existentes, como o banco de dados mantido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, baseado na Lei Maria da Penha.

A integração entre sistemas deve fortalecer a rede de proteção às vítimas e aumentar a eficiência das ações de segurança.

Impacto esperado na segurança pública

A criação do cadastro violência contra mulher Brasil pode representar um avanço importante no combate à violência de gênero.

Ao centralizar informações, o sistema permitirá respostas mais rápidas das autoridades e contribuirá para a prevenção de novos crimes.

Próximos passos

O projeto agora segue para votação no plenário do Senado. Caso aprovado, poderá ser implementado em nível nacional, ampliando a capacidade de monitoramento e combate à violência contra a mulher no país.

Fonte: Agência Senado