Campanha Março Roxo reforça conscientização sobre epilepsia em Roraima
A campanha Março Roxo, dedicada à conscientização sobre epilepsia, foi instituída em Roraima por meio da Lei nº 1.737/2022, aprovada pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR).
Realizada anualmente, a iniciativa busca informar a população sobre a condição neurológica, estimular o diagnóstico e o tratamento adequados e combater o preconceito que ainda afeta muitas pessoas que vivem com epilepsia.
A campanha também incentiva a conscientização sobre epilepsia como forma de ampliar o conhecimento da sociedade sobre a doença e reduzir o estigma associado às crises convulsivas.
Purple Day inspira campanha de conscientização
A legislação estadual que instituiu a campanha tem como referência o Purple Day, celebrado em 26 de março.
Criada em 2008, a data mundial é dedicada à conscientização sobre epilepsia, promovendo debates sobre diagnóstico, tratamento e inclusão social das pessoas que convivem com a doença.
A iniciativa também destaca a importância de combater o preconceito e incentivar a busca por informação e acompanhamento médico.
O que é epilepsia e quais são as causas
A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por crises convulsivas provocadas por descargas elétricas anormais no cérebro.
A condição pode surgir em qualquer fase da vida e pode estar relacionada a diferentes fatores, como:
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predisposição genética
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traumatismo craniano
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tumores cerebrais
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lesões neurológicas
Segundo a neuropediatra Izabela Marques, é importante identificar o tipo de epilepsia para definir o tratamento adequado.
Ela explica que existem dois tipos principais:
Epilepsia primária:
ocorre quando não há causa aparente para as crises.
Epilepsia secundária:
é causada por lesões no cérebro, como as provocadas por acidentes ou traumatismos.
A especialista ressalta que a conscientização sobre epilepsia é fundamental para evitar desinformação e garantir que pacientes recebam tratamento adequado.
Tratamento pode controlar a maioria dos casos
Apesar de não ter cura definitiva, a epilepsia pode ser controlada.
De acordo com especialistas, cerca de 80% dos casos podem ser controlados com o uso correto de medicamentos.
A doença afeta entre 0,5% e 1% da população mundial, sendo considerada uma das condições neurológicas mais comuns.
A falta de informação, no entanto, ainda gera estigma e pode levar pessoas diagnosticadas a esconder a condição por medo de discriminação.
Por isso, campanhas de conscientização sobre epilepsia são consideradas essenciais para ampliar o conhecimento público sobre o tema.
Como agir durante uma crise epiléptica
Durante uma crise convulsiva, é importante agir com calma e adotar medidas de segurança.
Segundo o tenente Tavares, do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR), algumas atitudes podem ajudar a proteger a pessoa até a chegada do socorro.
Entre as recomendações estão:
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acionar imediatamente o serviço de emergência
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proteger a cabeça da pessoa
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afastar objetos que possam causar ferimentos
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colocar a pessoa de lado para evitar engasgos
Um erro comum é tentar colocar objetos ou a mão na boca da pessoa durante a convulsão.
Segundo os especialistas, isso não deve ser feito, pois pode causar lesões.
Informação ajuda a reduzir preconceito
A conscientização sobre epilepsia é considerada uma ferramenta importante para reduzir o estigma social e promover inclusão.
Com informação correta, é possível entender que a maioria das pessoas com epilepsia pode levar uma vida normal quando recebe acompanhamento médico adequado.
Campanhas como o Março Roxo buscam justamente ampliar o debate público sobre a doença e estimular a empatia e o conhecimento na sociedade.
Fonte: SupCom ALERR