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Boa Vista - RR, 4 de março de 2026 as 19:44

Mendonça cita “perigo iminente” e manda prender Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master

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Mendonça aponta “perigo iminente” ao decretar prisão de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Na decisão, o magistrado justificou a medida afirmando existir “perigo iminente” à segurança de pessoas e à proteção de bens jurídicos relevantes.

A ordem atende a pedido da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional.


Investigação aponta esquema bilionário

Segundo a Polícia Federal, a prisão de Daniel Vorcaro do Banco Master foi necessária diante de indícios de uma estrutura criminosa ligada ao sistema financeiro.

A investigação apura crimes como:

  • corrupção ativa e passiva

  • lavagem de dinheiro

  • violação de sigilo

  • organização criminosa

  • crimes contra o sistema financeiro

De acordo com os investigadores, Vorcaro teria estruturado a captação de recursos emitindo títulos bancários com rentabilidade acima da média do mercado, atraindo investidores.

Os valores captados seriam direcionados para investimentos de alto risco e fundos vinculados ao próprio conglomerado financeiro.


Déficit pode chegar a R$ 40 bilhões

A decisão menciona que o rombo financeiro deixado pelo Banco Master pode atingir cerca de R$ 40 bilhões, valor que teria exigido cobertura pelo Fundo Garantidor de Créditos.

Além disso, a Polícia Federal afirma que R$ 2,2 bilhões teriam sido ocultados em conta vinculada ao pai de Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro.


Suspeita de cooptação de servidores do Banco Central

A investigação também aponta possível cooptação de servidores do Banco Central do Brasil.

Segundo a Polícia Federal, funcionários responsáveis pela supervisão bancária teriam:

  • revisado documentos do Banco Master antes do envio oficial

  • fornecido orientações internas ao grupo investigado

  • repassado informações sigilosas

Os pagamentos, segundo os investigadores, teriam sido feitos por meio de contratos simulados de consultoria.

O ministro Mendonça determinou:

  • suspensão imediata dos servidores

  • proibição de acesso ao Banco Central

  • uso de tornozeleira eletrônica


Grupo monitorava jornalistas e autoridades

A decisão judicial também descreve a atuação de um núcleo denominado “A Turma”, que teria sido responsável por monitorar pessoas consideradas adversárias do grupo.

Segundo a investigação, o núcleo era coordenado por:

  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão

  • Marilson Roseno da Silva

O grupo teria acessado sistemas restritos de órgãos públicos e bases policiais para levantar informações sobre autoridades, jornalistas e ex-funcionários.

Mensagens interceptadas indicariam ainda discussões sobre ameaças e agressões contra jornalistas e testemunhas.

Entre os nomes citados na investigação está o jornalista Lauro Jardim.


Outras prisões foram autorizadas

Além de Vorcaro, o STF determinou a prisão preventiva de outros três investigados.

Entre eles está Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro, apontado como responsável por intermediar repasses financeiros.

Também foram alvos da decisão:

  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão

  • Marilson Roseno da Silva

Segundo o ministro Mendonça, as prisões são necessárias para garantir a ordem pública, a ordem econômica e a instrução do processo criminal.


Empresas também foram suspensas

A decisão do STF também determinou a suspensão das atividades de cinco empresas supostamente usadas para movimentar recursos do esquema.

Entre elas estão:

  • Varajo Consultoria

  • Moriah Asset

  • Super Empreendimentos

  • King Participações Imobiliárias

  • King Motors

Segundo a Polícia Federal, essas empresas eram utilizadas para simular contratos, justificar transferências financeiras e custear atividades ilícitas.

Referência Jovem Pan