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Boa Vista - RR, 1 de março de 2026 as 19:56

Novas diretrizes reforçam cuidado à fibromialgia

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Novas diretrizes ampliam tratamento de fibromialgia pelo SUS

O Governo Federal anunciou novas diretrizes que ampliam o tratamento de fibromialgia pelo SUS, com foco em abordagem multidisciplinar e maior capacitação dos profissionais da rede pública. A síndrome, que atinge entre 2,5% e 5% da população brasileira, passa a contar com protocolos mais estruturados dentro do Sistema Unico de Saude.

As medidas incluem incentivo à prática regular de atividade física, ampliação do suporte psicológico, fisioterapia e terapia ocupacional, reforçando a importância de um cuidado integrado para quem convive com a doença.


O que é fibromialgia e quais os principais sintomas

A fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor generalizada e persistente, sem associação com processos inflamatórios ou lesões identificáveis. Segundo o reumatologista Jose Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a condição envolve uma disfunção dos neurônios ligados à dor, que se tornam excessivamente sensibilizados.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Dor constante em todo o corpo

  • Fadiga intensa

  • Distúrbios do sono, como insônia e apneia

  • Alterações cognitivas (memória e concentração)

  • Formigamento nas extremidades

  • Sensibilidade ao toque, cheiros e ruídos

  • Ansiedade e depressão

Estudos publicados na revista Rheumatology e pelo National Institutes of Health apontam que mais de 80% dos casos ocorrem em mulheres, principalmente entre 30 e 50 anos.


Diagnóstico é clínico e exige avaliação cuidadosa

O diagnóstico da fibromialgia é exclusivamente clínico. Não há exame laboratorial ou de imagem específico capaz de confirmar a síndrome.

Segundo Martinez, o processo depende da escuta atenta do paciente e da avaliação médica criteriosa, além da exclusão de outras doenças que também provocam dor, como artrose ou doenças inflamatórias.

A orientação é que o paciente procure um reumatologista ou atendimento na rede básica de saúde para investigação adequada.


Reconhecimento como deficiência amplia direitos

Um marco importante foi a sanção da Lei 15.176/2025 pelo presidente Luiz Inacio Lula da Silva, que reconheceu a fibromialgia como deficiência. A medida ampliou o acesso a direitos garantidos por lei, como:

  • Cotas em concursos públicos

  • Isenção de impostos na compra de veículos adaptados

  • Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC)

  • Pensão por morte, em casos específicos

O reconhecimento fortalece a proteção social e amplia o debate sobre a condição no país.


Tratamento de fibromialgia pelo SUS agora é mais estruturado

As novas diretrizes do Ministério da Saúde estabelecem um planejamento estruturado para o tratamento de fibromialgia pelo SUS, com foco em:

  • Capacitação de profissionais da saúde

  • Atendimento multidisciplinar

  • Incentivo à atividade física supervisionada

  • Apoio psicológico

  • Fisioterapia e terapia ocupacional

A proposta reforça que o tratamento não deve se limitar ao uso de medicamentos. Terapias não farmacológicas são consideradas fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A prática regular de exercícios físicos, por exemplo, ajuda a reduzir dores, melhorar o sono e fortalecer o condicionamento físico geral.


Importância do suporte psicológico

A fibromialgia frequentemente está associada a ansiedade e depressão. Por isso, o acompanhamento psicológico e, quando necessário, psiquiátrico, torna-se essencial.

O trabalho integrado entre reumatologistas, psicólogos e psiquiatras evita interações medicamentosas inadequadas e garante abordagem mais segura e eficaz.

Referência: Agência Brasil