Piscicultura indígena em Boa Vista avança com novos tanques
A piscicultura indígena em Boa Vista ganhou novo impulso com a escavação de tanques nas comunidades Três Irmãos, Mauixe e Aakan, localizadas na região do Baixo São Marcos. A iniciativa integra o projeto Moro-Morí, desenvolvido pela Prefeitura de Boa Vista com foco na segurança alimentar, geração de renda e fortalecimento da autonomia produtiva nas áreas indígenas do município.
Com a nova etapa, o projeto passa a atender 16 das 17 comunidades indígenas da capital, ampliando o alcance da atividade aquícola e consolidando a piscicultura como alternativa sustentável de desenvolvimento local.
Infraestrutura adequada fortalece produção nas comunidades
O projeto concede infraestrutura adaptada às especificidades de cada localidade. Os tanques escavados possuem dimensões que variam entre 20×100 metros e 20×150 metros, garantindo condições adequadas para a criação de peixes.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, a expansão da piscicultura indígena em Boa Vista representa mais oportunidades para as famílias.
“Hoje, o projeto está presente em 16 das 17 comunidades indígenas do município. Isso representa mais oportunidades de geração de renda e segurança alimentar para quem vive na área indígena. Nosso compromisso é seguir trabalhando para que o projeto alcance 100% das comunidades”, afirmou.
A proposta vai além da infraestrutura física: envolve planejamento técnico, acompanhamento contínuo e capacitação das famílias envolvidas.
Geração de renda e segurança alimentar
A piscicultura indígena em Boa Vista tem impacto direto na economia das comunidades atendidas. Em Mauixe, dez famílias estão envolvidas na produção. O tuxaua Alexandre da Silva destacou a expectativa positiva com a chegada do projeto.
“Acompanhamos o desenvolvimento nas outras comunidades e estávamos esperando nossa vez. Nosso tanque ficou muito bem-feito e estamos ansiosos para iniciar a produção”, relatou.
Já na Comunidade Três Irmãos, 15 famílias participam da atividade aquícola. O tuxaua Valdino Pacheco reforçou a importância da iniciativa para o fortalecimento comunitário e produtivo.
O projeto Moro-Morí busca garantir:
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Autonomia alimentar
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Geração de renda local
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Inclusão produtiva
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Desenvolvimento sustentável
Assistência técnica especializada acompanha todo o processo
Toda a implantação da piscicultura indígena em Boa Vista é acompanhada por técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI).
O suporte inclui:

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Escavação e preparação dos tanques
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Monitoramento da qualidade da água
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Controle sanitário e prevenção de doenças
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Orientação sobre alimentação dos alevinos
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Acompanhamento biométrico mensal
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Planejamento da despesca
Esse acompanhamento técnico garante maior produtividade e reduz riscos na atividade aquícola.
Famílias recebem capacitação em manejo e produção
Além da infraestrutura, as famílias participam de cursos voltados para técnicas de manejo, combinando teoria e prática.
Durante a capacitação, os piscicultores aprendem:
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Técnicas adequadas de criação
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Controle de crescimento dos peixes
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Gestão da produção
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Planejamento de comercialização
A qualificação fortalece a piscicultura indígena em Boa Vista, tornando a atividade mais eficiente e sustentável no longo prazo.
Projeto Moro-Morí consolida expansão nas áreas indígenas
A iniciativa já está presente em praticamente todas as comunidades indígenas do município, consolidando-se como uma das principais políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural indígena na capital.
A estratégia combina:
✔ Infraestrutura
✔ Capacitação técnica
✔ Assistência continuada
✔ Planejamento produtivo
✔ Geração de renda
Com isso, a piscicultura indígena em Boa Vista se estabelece como modelo de inclusão produtiva com responsabilidade social.
Referência: SEMUC