As escolas de samba do Grupo Especial encerram os desfiles do Sambódromo do Anhembi na noite deste sábado (14) e madrugada de domingo (15), a partir das 22h30. Sete das 14 agremiações da elite do carnaval paulistano retornam à avenida com enredos que destacam religiosidade, ancestralidade e homenagens a personalidades da cultura brasileira.
A apuração das notas está prevista para terça-feira (17), às 16h.
Ordem dos desfiles
Império da Casa Verde (22h30)
Décima primeira colocada em 2024, a escola abre a noite com o enredo Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-brasileiras, relembrando a escravidão, a tradição da ourivesaria africana e as lutas pela liberdade.
Águia de Ouro (23h35)
Sétima colocada no ano passado, a agremiação apresenta Mokum Amsterdã – O Voo da Águia à Cidade Libertária, com referências à capital holandesa e ao pintor Vincent van Gogh, incluindo seus famosos girassóis.
Mocidade Alegre (0h40)
Dona de 12 títulos, a escola presta homenagem à atriz Léa Garcia no enredo Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra. A apresentação destaca a trajetória da artista e sua atuação na luta pela igualdade racial no teatro e no cinema.
Gaviões da Fiel (1h45)
A tradicional escola ligada ao Sport Club Corinthians Paulista leva para a avenida o enredo Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã, exaltando os povos indígenas, suas tradições e o protagonismo histórico e cultural.
Estrela do Terceiro Milênio (2h50)
Representando o Grajaú, a escola homenageia o compositor Paulo César Pinheiro no enredo Hoje a Poesia Vem ao Nosso Encontro, celebrando sua trajetória na música popular brasileira.
Tom Maior (3h55)
A agremiação da Barra Funda apresenta o enredo em memória de Chico Xavier, destacando sua importância para o espiritismo no Brasil em Chico Xavier. Nas Entrelinhas da Alma, as Raízes do Céu em Uberaba.
Camisa Verde e Branco (5h)
Encerrando os desfiles, a nove vezes campeã leva à avenida o enredo Abrindo Caminhos, exaltando o orixá Exu, figura central nas religiões de matriz africana, ressaltando seu papel como entidade protetora e guardiã dos caminhos.
Com enredos que transitam entre fé, memória, cultura e resistência, o carnaval paulistano reafirma sua força como espaço de expressão artística, diversidade e valorização das raízes brasileiras.