Entre os dias 4 e 6 de fevereiro, a Operação Catrimani II na Terra Indígena Yanomami resultou na inutilização de maquinário utilizado no garimpo ilegal na região do Alto Uraricoera, em Roraima. A ação foi conduzida pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima, reforçando o combate aos crimes ambientais na Amazônia.
A operação ocorreu em uma área conhecida como “Pé da Cachoeira”, ponto estratégico utilizado por garimpeiros ilegais para a extração de minérios. O objetivo principal foi debilitar a capacidade logística da mineração ilegal que atua dentro da Terra Indígena Yanomami, considerada uma das áreas mais sensíveis do país em termos ambientais e humanitários.
Operação Catrimani II e atuação das Forças Armadas
A Operação Catrimani II na Terra Indígena Yanomami contou com o emprego de 10 militares do Exército Brasileiro, transportados por uma aeronave H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira (FAB). As equipes partiram de Boa Vista (RR) em direção a pontos que interligam as áreas de garimpo ilegal.
Após o deslocamento aéreo, os militares desembarcaram e iniciaram o vasculhamento terrestre, percorrendo a região a pé. Durante a ação, foram inutilizados três motores, uma maraca, uma lixadeira, uma máquina de solda e dois motores de embarcação, todos utilizados no apoio logístico do garimpo ilegal.

Ação conjunta contra o garimpo ilegal
Os resultados da operação demonstram a efetividade da atuação integrada entre as Forças Armadas, órgãos de Segurança Pública e agências governamentais, sob coordenação da Casa de Governo em Roraima. A Operação Catrimani II integra um conjunto de medidas permanentes para o enfrentamento do garimpo ilegal, dos ilícitos transfronteiriços e dos crimes ambientais na região.
A ação está amparada pela Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, que estabelece diretrizes para operações preventivas e repressivas na Terra Indígena Yanomami, reforçando o compromisso do Estado brasileiro com a proteção ambiental e dos povos indígenas.
Referência: Imprensa CATRIMANI