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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 16:19

Síndico que matou corretora já foi preso por outro crime. Saiba qual

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Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, admitiu ter matado Daiane Alves Souza, desaparecida desde dezembro; crime é investigado pela Polícia Civil

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou à Polícia Civil o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43, que estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado, em Caldas Novas, no sul de Goiás. A prisão do suspeito revelou não apenas detalhes do crime, mas também um histórico anterior de envolvimento com a polícia.

De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Cleber já havia sido preso em flagrante em junho de 2022 por adulteração da placa de um veículo. Na ocasião, ele foi abordado pela Polícia Militar e admitiu ter utilizado fita isolante para modificar a identificação do carro, com o objetivo de evitar multas de trânsito. O suspeito foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 1,2 mil, e o processo acabou arquivado em maio de 2025.

Anos depois, Cleber voltou a ser detido, desta vez acusado de um crime muito mais grave. Em depoimento, ele confessou ter matado Daiane após uma discussão no subsolo do prédio onde ambos estavam. Segundo o relato, o crime ocorreu no mesmo dia em que a corretora foi vista pela última vez. O síndico afirmou ter agido sozinho e revelou que transportou o corpo da vítima na carroceria de sua picape até uma área de mata, onde o abandonou. O cadáver foi localizado em avançado estado de decomposição.

A investigação apontou contradições no depoimento inicial do suspeito. Em um primeiro momento, Cleber declarou que não havia saído do condomínio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostram o síndico deixando o prédio por volta das 20h, dirigindo o veículo utilizado para ocultar o corpo.

Daiane desapareceu após descer ao subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Imagens registraram a corretora conversando com o porteiro antes de retornar ao local onde o crime teria ocorrido. Não há registros de sua saída do prédio. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o desaparecimento de um vídeo que a vítima costumava gravar e enviar a uma amiga durante seus deslocamentos.

Diante dos indícios, o caso passou a ser tratado como homicídio. As prisões e avanços na apuração ocorreram após análises técnicas, depoimentos e o cruzamento de informações realizados por uma força-tarefa da Polícia Civil.

Referência: Metropoles