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Boa Vista - RR, 9 de maio de 2026 as 14:17

Abacate: Pet comunitário é morto a tiros no Paraná

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Caso aconteceu em Toledo e ocorre na mesma semana da morte do cão Orelha, que gerou comoção nacional após agressões em Santa Catarina

A morte do cachorro comunitário Abacate, baleado na cidade de Toledo, no oeste do Paraná, reacendeu o debate sobre maus-tratos a animais no Brasil. O caso ocorreu na terça-feira, dia 27, e ganhou repercussão por acontecer na mesma semana em que o assassinato do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, mobilizou autoridades e a opinião pública em todo o país.

Abacate era cuidado por moradores do bairro Tocantins e considerado parte da comunidade local. Segundo a coordenadora de Proteção e Defesa Animal de Toledo, Cinthia Moura, o animal foi encontrado ferido por moradores nas primeiras horas da manhã. Sensibilizados, eles socorreram o cachorro e o levaram a um hospital veterinário particular, onde ele passou por uma cirurgia de emergência.

De acordo com a médica veterinária responsável pelo atendimento, o projétil atingiu o intestino do animal, causando ferimentos graves. Apesar dos esforços da equipe médica, Abacate não resistiu às complicações decorrentes do disparo e morreu poucas horas depois. A Coordenação de Proteção e Defesa Animal foi acionada imediatamente e encaminhou o caso à Polícia Civil do Paraná, que deverá investigar as circunstâncias do crime.

Até o momento, não há informações sobre a autoria do disparo. Procurada, a Polícia Civil do Paraná não respondeu aos questionamentos da imprensa. O espaço segue aberto para manifestações oficiais.

A comoção entre os moradores foi imediata. Leandro Volanick, morador do bairro Tocantins, publicou fotos de Abacate nas redes sociais e lamentou a perda. “Mais um anjinho no céu. Você venceu, campeão. Já quem fez isso contigo não tem perdão”, escreveu. Segundo ele, a comunidade está organizando uma manifestação marcada para as 10h do próximo sábado, dia 31, no Parque do Povo de Toledo, com o objetivo de cobrar justiça e punição aos responsáveis. “Ele não pode ser esquecido”, afirmou.

O caso ocorre poucos dias após a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC). O animal foi brutalmente agredido por um grupo de adolescentes e sofreu lesões graves na cabeça. Conforme o Ministério Público de Santa Catarina, Orelha precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade do quadro clínico. A Polícia Civil identificou ao menos quatro suspeitos e cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo aparelhos eletrônicos, mas ninguém foi apreendido.

As duas ocorrências reforçam a preocupação de autoridades e protetores com o aumento de crimes contra animais e a necessidade de políticas públicas mais rigorosas de proteção e fiscalização.

Fonte: Joven Pan