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Boa Vista - RR, 9 de maio de 2026 as 15:23

Síndico confessa assassinato de corretora em Caldas Novas

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Cléber Rosa admitiu ter matado Daiane Alves Souza após discussão; corpo foi encontrado em área de mata no sul de Goiás

A Polícia Civil de Goiás confirmou que o síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas, no sul do estado. O crime chocou a cidade e ganhou novos desdobramentos após o próprio investigado indicar aos policiais o local onde o corpo da vítima havia sido ocultado.

De acordo com as investigações, Cléber levou os agentes até uma área de mata, onde o corpo de Daiane foi localizado em estágio avançado de decomposição. O síndico foi preso na madrugada desta quarta-feira (28), suspeito de homicídio. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido, sob suspeita de participação no crime. Além disso, o porteiro do condomínio onde a vítima morava e trabalhava foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos, enquanto a Polícia Civil apura o grau de envolvimento de cada um dos investigados.

Em depoimento, Cléber afirmou que o crime ocorreu após uma discussão acalorada no subsolo do prédio, no mesmo dia em que Daiane foi vista pela última vez. Segundo ele, após o homicídio, colocou o corpo da corretora na carroceria de sua picape e deixou o condomínio. A versão apresentada, no entanto, contradiz declarações anteriores feitas pelo síndico, que inicialmente negou ter saído do prédio naquela noite.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h do dia 17 de dezembro, dirigindo o veículo mencionado em seu depoimento. As gravações também registraram Daiane descendo ao subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Após conversar com o porteiro, há um intervalo de aproximadamente dois minutos nas imagens, período em que a corretora retorna ao subsolo. Não existem registros que mostrem a vítima saindo do prédio ou retornando ao apartamento.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que Daiane tinha o hábito de gravar vídeos de seus deslocamentos e enviá-los a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo, nunca foi localizado. No dia do desaparecimento, ela vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou objetos pessoais. Apesar de ter uma viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, não embarcou nem manteve contato com familiares.

O caso passou a ser tratado oficialmente como homicídio após semanas de investigações, oitivas e análises técnicas realizadas por uma força-tarefa da Polícia Civil. As apurações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do crime e as responsabilidades individuais.

Referência: Metropoles