Trem viajava com quase 200 pessoas quando foi atingido por equipamento de obra; investigação foi aberta e ao menos 80 ficaram feridos.
Pelo menos 22 pessoas morreram na manhã desta terça-feira após um guindaste de construção desabar sobre um trem de passageiros em movimento na Tailândia. O acidente ocorreu por volta das 9h, no horário local (2h no horário de Brasília), enquanto o trem seguia de Bangkok para a região nordeste do país.
De acordo com as autoridades ferroviárias, o trem transportava ao menos 195 pessoas no momento do impacto. A força da queda arremessou passageiros e funcionários contra as laterais internas dos vagões, causando grande destruição. Um membro da equipe ferroviária relatou que “todos foram lançados ao ar quando o guindaste atingiu o trem”, descrevendo a cena como caótica.
Além das vítimas fatais, ao menos 80 pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança de apenas um ano de idade. Equipes de resgate e ambulâncias foram mobilizadas rapidamente para atendimento no local e transferência para hospitais próximos. O governo local informou que algumas das vítimas permanecem em estado grave.
Após o acidente, o governador da Ferrovia Estatal da Tailândia foi instruído a conduzir uma investigação considerada “minuciosa e abrangente” para apurar as causas do colapso da estrutura. Autoridades não descartam falhas de segurança ou negligência operacional, especialmente porque o equipamento estava em uso em um canteiro de obras adjacente à linha férrea.
Especialistas em segurança apontam que acidentes envolvendo obras e equipamentos pesados não são incomuns na Tailândia. Nos últimos anos, episódios fatais envolvendo construções civis chamaram atenção pela falta de fiscalização rigorosa e pela dificuldade de garantir o cumprimento de normas de segurança laboral e urbana.
Organizações de trabalhadores afirmam que o novo desastre reforça a necessidade de revisão de protocolos e de maior responsabilidade de empreiteiras e empresas públicas envolvidas em obras próximas à população. O acidente reacendeu o debate sobre padrões técnicos e monitoramento preventivo de obras situadas próximas a infraestrutura de transporte coletivo.
Enquanto a investigação avança, familiares das vítimas e sobreviventes aguardam respostas oficiais e medidas que possam evitar que tragédias semelhantes se repitam.
Fonte: BBC NEWS