Acusado perseguiu e ameaçou ex-companheira após o fim do relacionamento e teve prisão preventiva decretada pelo Judiciário.
A Polícia Civil de Roraima cumpriu, na manhã desta segunda-feira (12), no bairro Senador Hélio Campos, em Boa Vista, um mandado de prisão preventiva contra um auxiliar de mecânico de 26 anos acusado de descumprir, reiteradamente, a Medida Protetiva de Urgência (MPU) concedida em favor de sua ex-companheira. A ação foi executada pela Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter) sob a coordenação do delegado Alexandre Matos, atendendo determinação do Núcleo de Plantão Judicial e Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).
Segundo as investigações, o acusado manteve um relacionamento de mais de três anos com a vítima, com quem teve dois filhos. A separação ocorreu em 2023, mas, conforme relatado, o homem não aceitou o término e passou a persegui-la e ameaçá-la. A mulher relatou que, a partir do segundo ano da relação, o ex-companheiro desenvolveu comportamento agressivo, incluindo episódios de violência física.
O episódio que motivou o pedido de proteção ocorreu quando o homem foi buscar um dos filhos e, insatisfeito com a situação, protagonizou uma discussão que só não evoluiu para agressão física devido à intervenção de terceiros. Após o registro da denúncia, a Justiça concedeu a MPU.
Apesar disso, o acusado iniciou uma série de descumprimentos da medida. No período do Natal de 2025, passou diversas vezes próximo à residência da vítima e utilizou o telefone de sua mãe para enviar mensagens insistentes e realizar ligações de números desconhecidos. Os conteúdos tinham tom ameaçador, com frases como “vai se arrepender” e afirmações de que não aceitaria que a ex-companheira se relacionasse com outra pessoa. O atual parceiro da vítima também foi alvo de intimidações.
Em novo episódio de aproximação indevida, a vítima procurou o Plantão Central da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), informando as novas violações. Diante do histórico, o Judiciário determinou a prisão preventiva, considerando inclusive que o acusado havia sido monitorado por tornozeleira eletrônica por três meses, com retirada do equipamento em outubro de 2025.
Além das acusações de descumprimento de medida protetiva, o homem responde por dois procedimentos de roubo. Após a prisão, foi apresentado em audiência de custódia.
Fonte: SECOM RORAIMA