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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 10:25

Ocean Cleanup atinge marco histórico na remoção de plástico

sítio Web The Ocean Cleanup

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Organização retirou 45 milhões de quilos de resíduos dos mares e rios e consolida iniciativas globais para reduzir poluição até 2040.

A Ocean Cleanup encerrou o ano de 2025 com um marco considerado histórico para a conservação marinha: desde o início de suas operações, a organização já retirou mais de 45 milhões de quilogramas de plástico do ambiente aquático. Somente em 2025, foram mais de 25 milhões de quilos removidos, refletindo avanço tecnológico e expansão global das iniciativas de limpeza em oceanos e rios.

Fundada pelo holandês Boyan Slat em 2013, quando tinha apenas 18 anos, a entidade se tornou uma referência mundial em soluções de combate ao lixo oceânico. Sua missão é ambiciosa: eliminar até 90% do plástico flutuante nos mares até 2040 e, assim, tornar desnecessária sua própria existência. Para atingir tal meta, a estratégia combina sistemas oceânicos flutuantes, programas urbanos e tecnologias capazes de interceptar resíduos ainda nos rios — rota por onde entra a maior parte do plástico que chega ao oceano.

Atualmente, os chamados “interceptores” estão operando em países que vão da América Central ao Sudeste Asiático. Estudos indicam que 1% dos rios do planeta é responsável por cerca de 80% do fluxo de plástico ao mar. Ao mesmo tempo, sistemas flutuantes instalados em regiões como a Grande Mancha de Lixo do Pacífico capturam resíduos que já estão acumulados há anos.

Além da retirada física de poluentes, a Ocean Cleanup produz dados científicos, incentiva políticas públicas e estabelece parcerias com governos, empresas e comunidades locais. O plástico recolhido é levado à terra, onde pode ser reciclado e transformado em novos produtos. Um exemplo é a linha de óculos fabricados a partir de material recuperado no Pacífico, lançada em 2019.

Mesmo com números expressivos, especialistas alertam que a tarefa está longe de terminar. Milhões de toneladas de plástico continuam entrando nos oceanos anualmente, ameaçando ecossistemas, cadeias alimentares e a própria saúde humana. Para ambientalistas, a conquista de 2025 demonstra que a ação funciona, mas precisa ser acompanhada de medidas estruturais de redução, reciclagem e consumo responsável.

O desafio pela frente é grande, mas iniciativas como essa mostram que inovação, ciência e cooperação internacional podem ajudar a restaurar parte do equilíbrio perdido nos mares.

Redação

Referência: https://www.tempo.com/noticias/