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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 13:28

EUA lançam ofensiva contra alvos do Estado Islâmico na Síria

Comando Central dos EUA

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Operação Hawkeye Strike mira bases do EI após ataque mortal contra tropas americanas; dezenas de alvos foram atingidos.

O governo dos Estados Unidos realizou, neste sábado (10/1), uma ofensiva aérea em larga escala contra alvos do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria. A ação, conduzida pelo Comando Central dos EUA (Centcom), integra a Operação Hawkeye Strike, anunciada em dezembro após um ataque do EI que matou dois soldados americanos e um intérprete civil no centro do país. Segundo autoridades norte-americanas, o presidente Donald Trump ordenou pessoalmente a operação como forma de represália.

De acordo com o Centcom, mais de 90 munições de precisão foram disparadas contra ao menos 35 alvos, em uma ação que envolveu mais de 20 aeronaves. Fontes militares citadas pela imprensa norte-americana detalharam que modelos F-15E, A-10, AC-130J, drones MQ-9 e caças jordanianos F-16 participaram da ofensiva. O objetivo declarado, segundo o comando militar, é combater remanescentes do grupo extremista e proteger tropas americanas e forças parceiras que ainda atuam na região.

“O recado permanece claro: quem atacar nossos combatentes será encontrado e eliminado”, afirmou o Centcom em comunicado divulgado na rede X. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou o tom ao afirmar que a operação não representa o início de uma guerra, mas sim um ato de vingança em defesa dos militares americanos. Autoridades ainda não divulgam o número de mortos ou feridos, e o alcance total dos danos segue sob avaliação.

Desde dezembro, antes do ataque mais recente, os EUA já haviam realizado outras ações no âmbito da Hawkeye Strike, incluindo uma operação conjunta com a Jordânia que atingiu mais de 70 alvos do EI na região central da Síria. Entre 20 e 29 de dezembro, ao menos 25 integrantes do grupo extremista teriam sido mortos ou capturados.

A ofensiva ocorre em meio à instabilidade política e militar na Síria. O país entrou em um novo capítulo após a queda do ex-presidente Bashar al-Assad em 2024, encerrando formalmente uma guerra civil que devastou o território por mais de uma década. Embora enfraquecido, o EI continua ativo, sobretudo no nordeste, onde realiza ataques contra forças curdas e aliados locais.

Fonte: BBC