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Boa Vista - RR, 24 de março de 2026 as 09:36

Presidente do Grupo Corona é encontrado morto no México

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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José Adrián Corona Radillo foi achado morto em Jalisco dias após sequestro em rodovia; autoridades investigam autoria e motivação do crime

O presidente do Grupo Corona, José Adrián Corona Radillo, foi encontrado morto no município de Atenguillo, no estado de Jalisco, no México, dias após ter sido sequestrado em uma rodovia do interior do país. O caso, que mobiliza autoridades estaduais e repercute no meio empresarial, segue sob investigação da Procuradoria Geral do Estado de Jalisco.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa mexicana e internacional, o sequestro ocorreu no dia 26 de dezembro, quando o empresário viajava com familiares pela rodovia que liga Talpa de Allende a Puerto Vallarta. O veículo em que estavam foi interceptado por homens armados em um ponto conhecido como Volcanes, região estratégica por concentrar intenso fluxo turístico e econômico.

O corpo de José Adrián Corona Radillo foi localizado no domingo, 4 de janeiro, e a informação foi confirmada oficialmente pelas autoridades estaduais. Segundo a Promotoria de Jalisco, o executivo apresentava sinais evidentes de violência, incluindo marcas de espancamento e ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre suspeitos, prisões ou a possível motivação do crime.

As circunstâncias envolvendo a abordagem criminosa ainda estão sendo apuradas. As autoridades mantêm sob sigilo informações relacionadas ao que ocorreu com os familiares do empresário após a interceptação na rodovia, alegando a necessidade de preservar o andamento das investigações.

José Adrián Corona Radillo era presidente do Grupo Corona e proprietário de marcas conhecidas no mercado mexicano de bebidas alcoólicas, como Tequila Don Armandom, Rancho Escondido e Dolce Amore. O grupo atua na produção e distribuição de destilados e licores, com forte presença no segmento de produtos derivados do agave. A empresa não possui qualquer relação com a cerveja Corona, pertencente ao Grupo Modelo.

A morte do executivo gera incertezas sobre os próximos passos institucionais do Grupo Corona. Até o momento, a companhia não se manifestou oficialmente sobre o caso, nem sobre possíveis impactos na gestão ou mudanças na liderança. Em situações semelhantes, o mercado costuma aguardar comunicados formais para avaliar a continuidade administrativa e eventuais processos de sucessão.

O caso reforça o clima de preocupação com a segurança em algumas regiões do México e aumenta a pressão sobre as autoridades locais por respostas rápidas. O avanço das investigações e a eventual identificação dos responsáveis serão decisivos para esclarecer a dinâmica do crime e suas repercussões institucionais.

Redação

Referência: https://www.rondoniaovivo.com/noticia/