Presidente americano afirma que operação militar foi bem-sucedida e que líder venezuelano foi retirado do país após ataques em Caracas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças militares americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, resultando, segundo ele, na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. De acordo com Trump, a operação foi “bem-sucedida” e o casal teria sido retirado do território venezuelano por via aérea.
O anúncio foi feito por meio da rede social Truth Social, onde o presidente norte-americano declarou que mais detalhes sobre a ação seriam apresentados em uma entrevista coletiva marcada para as 11h (horário local), em sua residência na Flórida. Até o momento, as autoridades dos Estados Unidos não divulgaram imagens, documentos ou informações oficiais adicionais que confirmem a captura do líder venezuelano.
A declaração ocorreu após uma madrugada marcada por fortes explosões em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos da imprensa local e de moradores indicam que alvos estratégicos teriam sido atingidos, incluindo o Forte Tiuna, complexo militar onde funciona o Ministério da Defesa da Venezuela, e a base aérea de La Carlota. O governo venezuelano havia denunciado anteriormente uma “gravíssima agressão militar” e decretado estado de emergência, mas ainda não se pronunciou oficialmente sobre a suposta prisão de Maduro.
O episódio representa uma escalada significativa nas tensões entre Washington e Caracas, que se intensificaram nos últimos meses. Os Estados Unidos vêm ampliando sanções econômicas e pressão militar sobre o governo venezuelano, que enfrenta uma crise econômica prolongada, fortemente ligada à dependência da exportação de petróleo. A Venezuela possui uma das maiores reservas da commodity no mundo, fator central no conflito diplomático e econômico entre os dois países.
Trump já havia afirmado, em dezembro, que seria “inteligente” Maduro deixar o poder, além de declarar que os dias do presidente venezuelano no cargo estavam “contados”. O anúncio da suposta captura ocorre poucos dias depois de Maduro ter sinalizado interesse em abrir diálogo com os Estados Unidos, oferecendo cooperação no combate ao tráfico de drogas e à migração irregular.
O governo americano justifica suas ações alegando que a Venezuela atua como rota relevante para o narcotráfico e que interesses petrolíferos dos Estados Unidos teriam sido prejudicados. Embora Trump não tenha defendido abertamente a deposição de Maduro, Washington e diversos países europeus não reconhecem a legitimidade da reeleição do líder venezuelano em 2024.
Nos últimos meses, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Caribe, com o deslocamento de navios de guerra, aeronaves e do porta-aviões USS Gerald R. Ford. Também foram registradas apreensões de petroleiros e ataques aéreos contra embarcações acusadas de envolvimento com o tráfico de drogas, aprofundando ainda mais a crise regional.
Redação
Referência: Jovem Pan