Isenção para quem ganha até R$ 5 mil e reajuste do mínimo para R$ 1.621 passam a valer e impactam diretamente o orçamento das famílias
O início de 2026 traz mudanças importantes para o bolso dos brasileiros, especialmente no que diz respeito ao Imposto de Renda (IR) e ao salário mínimo. A partir desta quinta-feira, 1º de janeiro, entram oficialmente em vigor as novas regras aprovadas pelo governo federal, com impacto direto na renda mensal, na folha de pagamento e na tributação de pessoas físicas.
A principal novidade é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Agora, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês ficam totalmente isentos do tributo. Antes da mudança, a isenção alcançava apenas quem ganhava até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036. Segundo estimativas oficiais, cerca de 15 milhões de contribuintes serão beneficiados com a nova regra, que representa um alívio significativo no orçamento familiar.
Além da isenção total até R$ 5 mil, a reforma do IR criou uma faixa intermediária de desconto progressivo para rendimentos mensais entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Nesse intervalo, o imposto é reduzido de forma gradual, evitando o chamado “degrau tributário”, situação em que um pequeno aumento salarial resultava em um salto elevado no valor do imposto a pagar. O desconto diminui conforme a renda cresce, sendo calculado individualmente, de acordo com deduções e outras fontes de rendimento.
Outra mudança que passa a valer em janeiro é o reajuste do salário mínimo. O valor foi elevado de R$ 1.518 para R$ 1.621, representando um aumento de 6,79%. O cálculo considerou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro e garantiu ganho real acima da inflação, ainda que limitado pelas regras do arcabouço fiscal. O novo mínimo serve de referência para salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais.
As alterações já serão percebidas no contracheque de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro, tanto na redução do desconto do IR quanto no novo valor do salário mínimo. A estimativa do governo é de uma economia média anual de até R$ 4 mil para quem se enquadra na nova faixa de isenção.
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma aumentou a carga tributária sobre a alta renda. Contribuintes com rendimentos acima de R$ 50 mil mensais passam a pagar mais imposto, medida que atinge cerca de 141 mil pessoas. Apesar das mudanças imediatas na folha de pagamento, a Declaração do Imposto de Renda de 2026, referente ao ano-base 2025, não será afetada. Os ajustes na declaração anual só serão sentidos a partir de 2027.
Redação
Referência: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br