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Boa Vista - RR, 10 de maio de 2026 as 02:28

Sindicato rejeita proposta da Petrobras e greve segue em ao menos parte do país

REUTERS/Ricardo Moraes

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Sindipetro-NF, um dos maiores sindicatos da categoria, votou contra o acordo para encerrar paralisação de 12 dias

O Sindipetro-NF, um dos maiores sindicatos que representam trabalhadores da Petrobras, rejeitou a proposta mais recente apresentada pela estatal para encerrar a greve que já dura 12 dias. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (26) e indica que a paralisação deve continuar em pelo menos parte das unidades da empresa.

O sindicato representa cerca de 25 mil trabalhadores da indústria petrolífera, incluindo empregados das plataformas offshore da Petrobras na Bacia de Campos, a segunda maior região produtora de petróleo do Brasil. A rejeição ocorreu após votação interna da categoria, mesmo com a recomendação favorável do conselho da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Em comunicado, a Petrobras informou que, até o momento, a greve não provocou impactos na produção, uma vez que a companhia tem recorrido a equipes de contingência para garantir a continuidade das operações essenciais.

O Sindipetro-NF é o maior sindicato filiado à FUP, entidade que reúne a maior parte das representações dos trabalhadores do setor. Apesar de o conselho da federação ter aceitado a proposta apresentada pela estatal, o acordo precisava ser ratificado pelas bases sindicais. Dos 14 sindicatos vinculados à FUP, 13 aprovaram o fim da greve, restando apenas o Sindipetro-NF contrário à proposta.

Com isso, a paralisação deve seguir ativa em determinadas unidades e plataformas sob a representação do sindicato, mantendo o impasse nas negociações.

Além da FUP, outra organização nacional representa trabalhadores da Petrobras: a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). O conselho da FNP decidiu manter o movimento grevista e orientou os sindicatos a ela vinculados a seguirem com a paralisação.

A continuidade da greve reforça a pressão sobre a Petrobras para reavaliar pontos do acordo, enquanto a empresa sustenta que as operações seguem sob controle e sem prejuízos à produção.

Fonte: REUTERS