Plantando informação de qualidade.

Boa Vista - RR, 3 de fevereiro de 2026 as 22:58

Papai Noel existe? Fantasia é essencial na infância

Compartilhe:

Educadores explicam como a crença no Papai Noel estimula imaginação, emoções e valores importantes para o desenvolvimento infantil.

A pergunta “Papai Noel existe?” costuma surgir todos os anos entre famílias durante o período natalino. Para educadores e especialistas em desenvolvimento infantil, no entanto, a questão vai muito além de confirmar ou negar a existência do personagem. A fantasia em torno do Papai Noel exerce um papel relevante na formação emocional, cognitiva e social das crianças, especialmente na primeira infância.

De acordo com profissionais da educação, a crença no bom velhinho contribui para o estímulo da imaginação, permitindo que a criança crie narrativas próprias e explore o mundo simbólico. Esse contato com o imaginário favorece habilidades como criatividade, autonomia e organização emocional. Estudos publicados em revistas acadêmicas como Aracê e Revista Tópicos apontam que histórias imaginárias e contos de fadas ajudam no desenvolvimento da empatia, da linguagem e da capacidade de lidar com frustrações.

Para Andréa Piloto, diretora pedagógica da Escola Vereda, tradições como a do Papai Noel auxiliam a criança a compreender melhor o mundo ao seu redor. “Essa crença estimula a capacidade de projetar ideias, refletir sobre comportamentos e criar narrativas próprias. Tudo isso fortalece a autonomia e a criatividade, competências importantes ao longo da vida”, explica.

O período do Natal também é visto como uma oportunidade pedagógica para trabalhar valores como paciência, generosidade, solidariedade e respeito. A figura do Papai Noel, associada a atitudes positivas e previsíveis, pode gerar sensação de segurança afetiva, especialmente em uma fase da vida marcada por descobertas sociais e emocionais intensas.

Os especialistas, porém, alertam para o uso inadequado da fantasia. Segundo Mateus Lopes, diretor pedagógico da unidade Santo André da Escola Vereda, o personagem não deve ser utilizado como ferramenta de punição. “Ameaçar a criança com a possibilidade de não ganhar presentes caso se comporte mal pode gerar insegurança e confusão emocional. Limites precisam ser ensinados por meio de diálogo e consequências reais, não pelo medo”, ressalta.

Quanto ao momento de encerrar a fantasia, educadores afirmam que não existe uma idade exata. Em geral, por volta dos oito anos, as próprias crianças começam a questionar a existência do Papai Noel. Nessa fase, a orientação é que os adultos ajam com honestidade e acolhimento, ajudando a criança a refletir sobre o significado simbólico da tradição. “O mais importante é respeitar o tempo e a maturidade de cada criança, permitindo que ela viva essa experiência enquanto fizer sentido”, conclui Andréa Piloto.

Fonte: Jovem Pan