Ranking nacional aponta que mais de 6% das crianças acreanas de até 5 anos vivem com obesidade, colocando o estado entre os dez piores índices do país
O Acre aparece entre os dez estados brasileiros com os maiores índices de obesidade infantil, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Centro de Lideranças Públicas (CLP). O estado ocupa a 9ª posição no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, com 6,42% das crianças de 0 a 5 anos vivendo com obesidade, um percentual considerado elevado e preocupante para especialistas em saúde pública.

O levantamento tem como base informações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), que monitora o estado nutricional da população brasileira atendida pela rede pública de saúde. Os números colocam o Acre em situação mais delicada do que estados como Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, além de aproximá-lo de unidades da federação que lideram o ranking negativo, como Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte.
A obesidade infantil na primeira infância é considerada um dos principais desafios da saúde pública no Brasil. De acordo com especialistas, o excesso de peso nessa fase da vida aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares, além de impactos psicológicos e sociais ainda durante a infância.
Segundo os critérios adotados pelo Sisvan, crianças de 0 a 5 anos incompletos são classificadas com obesidade quando apresentam percentil superior a 99,9 na relação entre Índice de Massa Corporal (IMC), peso, estatura e idade. Estudos indicam que o excesso de peso adquirido nessa fase tende a persistir na adolescência e na vida adulta, tornando a prevenção ainda mais urgente.
No ranking nacional dos estados com maiores índices de obesidade infantil, o Acre aparece logo atrás de estados do Nordeste que concentram os piores indicadores. Ceará lidera a lista, com 9,09%, seguido por Sergipe (8,66%), Rio Grande do Norte (7,74%), Pernambuco (7,72%) e Paraíba (7,66%). Maranhão (6,73%) e Bahia (6,56%) também aparecem à frente do Acre.
Especialistas defendem que o enfrentamento da obesidade infantil exige ações integradas, como incentivo à alimentação saudável, acompanhamento nutricional desde os primeiros anos de vida, fortalecimento da atenção básica e políticas públicas voltadas à educação alimentar nas escolas e comunidades.
redação
Referencia: https://rankingdecompetitividade.org.br/