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Boa Vista - RR, 25 de junho de 2026 as 12:38

Tiroteio em evento de Hanukkah choca a Austrália

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Ataque terrorista antissemita em Bondi Beach deixa 15 mortos e reacende debate sobre controle de armas no país

Um ataque a tiros durante a celebração judaica de Hanukkah, na Praia de Bondi, em Sydney, deixou ao menos 15 pessoas mortas e dezenas de feridos, tornando-se o episódio de violência armada mais letal da Austrália desde o massacre de Port Arthur, em 1996. O crime ocorreu na noite de domingo (horário local) e foi oficialmente classificado pela polícia de New South Wales como um ato de terrorismo com motivação antissemita.

Segundo as autoridades, o ataque aconteceu por volta das 18h47, quando cerca de mil pessoas participavam do evento “Chanukah by the Sea”, organizado pelo centro judaico Chabad de Bondi. Testemunhas relataram momentos de pânico, com centenas de pessoas correndo pela areia e pelas ruas próximas enquanto disparos ecoavam na região.

As investigações apontam que os atiradores eram pai e filho, de 50 e 24 anos. O homem mais velho, que possuía licença legal para armas de fogo, foi morto durante confronto com a polícia. O filho foi baleado e permanece em estado crítico no hospital. Imagens verificadas por veículos internacionais mostram os dois atirando a partir de uma ponte próxima ao estacionamento da praia.

Entre as vítimas estão uma menina de 10 anos, dois rabinos, um sobrevivente do Holocausto e cidadãos estrangeiros, incluindo israelenses, franceses e britânicos. As idades das vítimas variam entre 10 e 87 anos. Outras 42 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, incluindo dois policiais que foram atingidos durante a ação.

Um dos momentos mais marcantes do ataque foi a atitude de um civil, identificado como Ahmed al Ahmed, que conseguiu derrubar um dos atiradores e tomar sua arma. Ferido no braço e na mão, ele passou por cirurgia e foi chamado de “verdadeiro herói” pelo primeiro-ministro de New South Wales, Chris Minns, que afirmou que muitas vidas foram salvas graças à sua coragem.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, condenou o ataque e prometeu reforçar ainda mais as rígidas leis de controle de armas do país. Segundo ele, novas propostas devem limitar a quantidade de armas por indivíduo e revisar licenças periodicamente. Líderes internacionais, incluindo o presidente de Israel e o rei Charles III, também manifestaram solidariedade às vítimas e à comunidade judaica.

O episódio reacendeu o debate sobre extremismo, segurança pública e intolerância religiosa, mesmo em um país conhecido por ter uma das legislações mais rigorosas do mundo em relação às armas de fogo.

Redação

Referencia: https://www.bbc.com/news