Rio de Janeiro A maior central de abastecimento do estado enfrentou um grave incêndio no início da madrugada desta quarta-feira (3). O fogo atingiu o pavilhão 43 da Ceasa, localizada no bairro Irajá, zona norte da capital, causando destruição significativa em dezenas de lojas até o momento, sem registro de vítimas.

Como tudo começou
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta de 1h40. Segundo a corporação, o fogo teria começado em uma loja de alimentos e se espalhou rapidamente para boxes vizinhos que armazenavam materiais altamente inflamáveis como plásticos, papelões, bebidas e produtos de hortifrutigranjeiros.
Mobilização de emergência
Para conter as chamas, foram mobilizados cerca de 110 militares do Corpo de Bombeiros, de diversos quartéis, com apoio de 31 viaturas e um drone com câmera térmica para identificar focos de calor. Além disso, equipes da CET-Rio, da Comlurb, da Águas do Rio e da Guarda Municipal do Rio foram acionadas para colaborar no controle da situação.
Durante o combate, quatro bombeiros foram atendidos por exaustão todos já receberam alta.
Danos e impacto na central de abastecimento
Relatos preliminares apontam que entre 15 e 28 lojas/boxes foram destruídas ou seriamente danificadas números variam conforme a fonte.
A Ceasa é um ponto fundamental de abastecimento de hortifrutigranjeiros, legumes, verduras e outros alimentos para o Rio de Janeiro e região metropolitana. A destruição de parte do galpão ocorre justamente às vésperas de um período de alta demanda: no início desta semana, a central havia anunciado funcionamento em horário especial e ampliação de atendimento para o período de festas de fim de ano.
As autoridades ainda não divulgaram estimativa oficial dos prejuízos materiais nem projeções sobre o impacto no abastecimento nas próximas semanas.
Situação atual e orientações
O fogo foi parcialmente controlado na manhã desta quarta, mas equipes de rescaldo seguem no local para apagar eventuais focos remanescentes. O Centro de Operações do Rio orientou motoristas que circulam nas vias próximas a redobrarem atenção, já que a fumaça densa pode dificultar a visibilidade até o momento, não há bloqueios confirmados no trânsito.
Os demais pavilhões da Ceasa continuam operando, segundo comunicados oficiais, embora a área atingida pelo fogo esteja isolada para perícia e avaliação de riscos estruturais.
O que se sabe e o que está por apurar
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A origem do incêndio ainda não foi confirmada oficialmente: há relatos de curto-circuito em uma loja, mas a versão depende de perícia.
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A extensão total dos danos e o valor das perdas ainda não foram calculados.
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Não há registro de feridos graves ou mortes.
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Há preocupação com a segurança estrutural do pavilhão e a necessidade de revisão das normas de prevenção e combate a incêndios nas centrais de abastecimento.
Situação e desafios pós-incêndio
O incêndio no Ceasa-RJ escancara vulnerabilidades na segurança de grandes centros de abastecimento especialmente diante do intenso movimento de mercadoria, armazenamento de produtos inflamáveis e fluxo de pessoas.
Nos próximos dias, será fundamental:
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a divulgação de laudo técnico que comprove a causa do incêndio;
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a avaliação de danos e prejuízos por parte da administração da Ceasa e lojistas;
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a adoção de medidas de prevenção e segurança mais rígidas;
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o monitoramento dos efeitos no abastecimento de alimentos na capital e região metropolitana.
Redação