Com sete marcas selecionadas, Roraima marcou presença relevante na loja Brasil BioMarket do Sebrae durante a COP30, em Belém, reforçando seu protagonismo na agenda da bioeconomia. No espaço, empreendedores do estado apresentaram artesanato, moda, alimentos, bebidas e biocosméticos que combinam técnicas tradicionais, criatividade e práticas sustentáveis. A diversidade dos produtos evidenciou como Roraima converte cultura e biodiversidade em valor econômico e impacto socioambiental, alinhando o estado à construção de uma economia mais verde, inclusiva e regenerativa.
Entre os destaques na COP30, estava a marca de artesanato Minha Aldeia, que apresentou peças produzidas a partir de saberes indígenas e de uma estética profundamente conectada ao território. Nas redes sociais, a empresa divulga bolsas, colares, vestidos e acessórios que resgatam grafismos, técnicas tradicionais e narrativas de sua comunidade, além de registrar a participação em feiras e eventos nacionais. A presença da marca na conferência evidenciou a força do artesanato indígena como vetor de identidade, geração de renda e valorização cultural na economia criativa brasileira.
Edith Vieira, proprietária Minha AldeiaA Daval Alimentos Amazônicos, criada em Boa Vista (RR) por Valdeniza Pereira Bezerra, transforma sabores tradicionais da região, como tucumã, buriti e pupunha, em geleias, molhos e temperos artesanais que vêm ganhando espaço no mercado. Surgida durante a pandemia e fortalecida com o apoio do Sebrae Roraima, a marca se prepara para ampliar sua produção e alcançar novos públicos, inclusive fora do país. Com foco em ingredientes nativos e no fortalecimento da cultura alimentar amazônica, a Daval se destaca como exemplo de empreendedorismo feminino e inovação na gastronomia regional.
Valdeniza Bezerra, proprietária Daval Alimentos AmazônicosO empreendedorismo roraimense também esteve presente na Brasil BioMarket com as marcas Wazaká, Capivanarte, Verô, Savana Amazônica e Jaty Galeria.
Leidiana Azevedo, proprietária Wazaká
Ana Paula, proprietária Capivanarte
Verônica Nohemi, proprietária Verô
Eliana Furtado, proprietária Savana Amazônica
Sewbert Jaty e Andrea Sant’Ana, proprietários Galeria JatyBrasil BioMarket na COP30: saiba onde e quando conferir os produtos
A loja Brasil Biomarket projeta negócios que integram sustentabilidade com impacto social, ampliando renda e visibilidade para empreendedores de 22 estados representados. A loja atingiu a marca de R$100 mil de faturamento nos dois primeiros dias de funcionamento. São 900 produtos de 250 pequenos negócios dos seis biomas brasileiros. A Brasil BioMarket funcionou em dois locais da COP30, tanto na Green Zone, que era aberta ao público, quanto na En-Zone, espaço do Sebrae voltado ao empreendedorismo, instalado na Tv. Rui Barbosa, 200 (Reduto).
loja Brasil BiomarketO Sebrae na COP30
Com estande de 400 m² instalado na Green Zone, o Sebrae transformou sua presença na COP30 em uma experiência imersiva inspirada na Amazônia e na diversidade do país. Além de vitrine viva de inovação e cultura, era um espaço de diálogo e network, com sala de reuniões, auditório e loja colaborativa de produtos da bioeconomia, conectando lideranças, investidores e empreendedores.
De 10 a 21 de novembro a programação combinou conteúdo, cultura e sensorialidade, com atrações como webséries e documentários exibidos no “PedaCine do Brasil”, apresentações culturais, degustações e harmonizações com ingredientes regionais. O Sebrae também montou a Zona do Empreendedorismo (En-Zone), no Parque Belém Porto Futuro, e trabalhou em ativações urbanas e outros pontos de presença pela capital do Pará.
Fonte: Sebrae/ RR