Na terça-feira, 18 de novembro de 2025, o Banco Central do Brasil (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de suas empresas controladas, alegando “grave crise de liquidez” e “violação grave das normas que regem as instituições financeiras”.
Na mesma data, a Polícia Federal (PF) prendeu o presidente e controlador da instituição, Daniel Bueno Vorcaro, no Aeroporto de Guarulhos (SP), quando ele tentava deixar o país.
Motivos apontados
-
A PF, na Operação apelidada de Operação Compliance Zero, investiga o banco por emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta e organização criminosa.
-
O BC informa que o banco apresentava passivo elevado, dificuldades para honrar obrigações e risco de insolvência.
-
Estimativas iniciais falam em fraudes que podem alcançar cifras na casa dos R$ 12 bilhões.
Consequências imediatas
-
Todas as operações do Banco Master foram encerradas, e ele está fora do Sistema Financeiro Nacional.
-
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) será acionado para proteger depósitos até o limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ. Valores acima desse teto podem demorar anos para serem recuperados.
-
A liquidação representa um dos maiores casos já observados no setor bancário brasileiro, com impactos para credores, investidores e para a confiança no sistema.
O perfil de Daniel Vorcaro
Vorcaro, nascido em Belo Horizonte em 1983, assumiu o comando do banco (antes chamado Banco Máxima) e passou a oferecer produtos de alto rendimento como CDBs com taxas muito acima da média como estratégia de crescimento.
Sua prisão no aeroporto foi motivada pela suspeita de tentativa de fuga e pelo acompanhamento da PF, que já monitorava o caso.
Importância para o sistema financeiro
Embora o Banco Master representasse cerca de 0,57% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional, o volume de depósitos elegíveis ao FGC e o grau de potencial dano realçam o risco que instituições de médio porte podem oferecer.
Especialistas afirmam que o episódio exige reforço de governança, fiscalização mais rigorosa e atenção redobrada dos investidores.
Redação