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Boa Vista - RR, 9 de maio de 2026 as 22:55

Criptomoedas: do Brasil ao espaço, novas fronteiras digitais

REUTERS/Ueslei Marcelino

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Mineradoras chegam ao Brasil para aproveitar energia limpa que sobra no país, enquanto startups apostam em transações de blockchain até por satélite.

O Brasil e a energia que sobra

Muita gente não sabe, mas o Brasil tem um problema curioso: sobra energia limpa.
Com tantos investimentos em hidrelétricas, usinas eólicas e solares, em alguns lugares do país a produção é maior do que o consumo. O problema é que parte dessa energia não chega aos grandes centros porque falta linha de transmissão.

Quem pode se beneficiar disso? As mineradoras de criptomoedas.
Essas empresas usam computadores superpotentes que precisam de muita energia. No Brasil, elas podem aproveitar justamente essa “energia encalhada” para funcionar a todo vapor, ajudando os produtores a não desperdiçar.

Projetos já estão em andamento:

  • Uma mineradora ligada à Tether fechou parceria com uma empresa de energia renovável no interior do país.

  • Na Bahia, outro projeto prevê um investimento de 200 milhões de dólares em mineração ligada a um parque eólico.

  • Empresas da China e de outros países também estudam instalar operações por aqui.

Claro que nem tudo é simples: ainda existem desafios de regras, impostos e até de infraestrutura. Mas o Brasil pode se tornar um polo global da chamada “mineração verde” — usando energia renovável em vez de combustíveis fósseis.


Blockchain no espaço

Enquanto isso, em outra ponta do planeta (ou melhor, fora dele), a novidade é ainda mais ousada: levar o blockchain para o espaço.

A startup Spacecoin, dos Estados Unidos, conseguiu fazer uma transação de blockchain usando um satélite. O sinal saiu do Chile, foi até o satélite em órbita, e chegou de volta a Portugal — tudo em questão de segundos.

A ideia é criar uma rede paralela de internet, descentralizada, que não dependa apenas de cabos e antenas na Terra. Isso pode ser útil para:

  • Lugares isolados, onde não chega internet.

  • Países com censura, que tentam bloquear transações digitais.

  • Segurança extra, já que os dados viajam criptografados pelo espaço.

O desafio, claro, é o custo: lançar e manter satélites não é nada barato. Mas a experiência abre caminho para uma internet ainda mais livre e global.


O que tudo isso significa?

De um lado, o Brasil pode se tornar exemplo de como transformar energia limpa sobrando em negócios digitais.
De outro, o espaço começa a se abrir como o próximo território da tecnologia blockchain.

São sinais de que as criptomoedas e a tecnologia por trás delas estão deixando de ser apenas um assunto de nerds e investidores para entrar, de vez, no dia a dia da economia e, quem sabe, no futuro da internet que todos nós usamos.